➤A História do ENIAC: O Cérebro Gigante de US$ 7 Milhões
Conheça a história não contada do ENIAC e das seis mulheres que foram as pioneiras da programação. Uma análise profunda sobre inovação e legado. Leia mais.
7/13/202513 min read


ENIAC: A História do Primeiro Computador Eletrônico do Mundo
Autor: Aldemir Pedro de Melo
Especialista em SEO técnico e conteúdo editorial
Publicado em: 1º de julho de 2025 – 10h00
Quando a Computação Nasceu em uma Sala do Tamanho de um Ginásio
O ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer) entrou no mundo não com um beep, mas com o zumbido de 17.468 válvulas incandescentes, o cheiro de fios superaquecidos e o peso de 30 toneladas de pura ambição humana. Em 1946, esse colosso eletrônico — do tamanho de um ginásio escolar — era capaz de resolver em minutos o que levaria semanas a equipes de matemáticos humanos.
Mas ele foi mesmo o primeiro computador do mundo? E como algo sem teclado, sem tela e sem sistema operacional conseguiu mudar o rumo da ciência, da guerra e da sociedade para sempre?
Neste artigo, você vai descobrir:
A verdadeira origem do ENIAC e por que ele não foi tão “primeiro” assim (mas ainda assim revolucionário);
Como se programava uma máquina gigantesca sem software;
O papel essencial — e esquecido — de seis mulheres pioneiras;
Por que ele foi desligado em 1955 e o que isso revela sobre a velocidade da inovação;
E como esse “monstro de válvulas” se tornou o avô de todos os dispositivos que carregamos hoje.
Pronto para viajar até a sala onde o futuro foi ligado pela primeira vez?
ENIAC: O que é e como funciona o sistema operacional
O ENIAC foi, de fato, o primeiro computador eletrônico de uso geral do mundo — mas com uma ressalva crítica: ele não tinha sistema operacional. Zero. Nada.
Desenvolvido por John W. Mauchly e J. Presper Eckert na Universidade da Pensilvânia, o ENIAC foi concluído em 1945 e apresentado ao público em fevereiro de 1946. Pesava 27 a 30 toneladas, ocupava 167 m² (quase dois apartamentos!) e continha:
17.468 válvulas eletrônicas
7.200 diodos
70.000 resistores
10.000 capacitores
1.500 relés
6.000 interruptores manuais
Tudo isso para rodar 5.000 operações por segundo — uma velocidade absurda para a época.
Mas aqui está o detalhe que poucos contam: não havia memória programável. Cada novo cálculo exigia reconfigurar fisicamente a máquina, ligando cabos coloridos em painéis e ajustando centenas de chaves manuais. Um único programa podia levar dias para ser montado. Era como reescrever o DNA de um robô a cada nova tarefa.
E não, não havia Windows, Linux ou interface gráfica. O “sistema operacional” era... humano.
Sistema Operacional
O ENIAC não tinha sistema operacional no sentido moderno. Tudo era feito manualmente:
Os operadores tinham que reconfigurar os circuitos físicos para cada novo tipo de cálculo.
Não existia conceito de multitarefa, gerenciamento de memória ou drivers.
A “interface” era um painel com 200 painéis de controle, 6.000 chaves e uma teia de fios coloridos que lembrava um quadro do artista Kandinsky — só que com risco de choque elétrico.
Um erro em um único cabo podia inutilizar todo o cálculo.
Em resumo: o ENIAC era um computador de propósito geral, mas totalmente analógico em sua programação. Sua genialidade estava em provar que a eletrônica podia substituir a engrenagem — e abrir caminho para a ideia de programa armazenado, que viria com o EDVAC em 1949.
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ENIAC: O Primeiro Computador Eletrônico da História e Suas Características
Imagine um computador que esquentava tanto que derretia válvulas a cada poucas horas — e que, mesmo assim, era considerado um milagre da engenharia.
O ENIAC foi criado com um objetivo militar: calcular trajetórias de artilharia para o Exército dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. Mas sua verdadeira revolução foi conceitual: pela primeira vez, uma máquina podia ser reprogramada para fazer qualquer tipo de cálculo numérico, sem ser refeita do zero.
E aqui vai um fato raramente destacado: o ENIAC foi usado na primeira simulação de bomba de hidrogênio da história. Em 1950, cientistas do Laboratório Nacional de Los Alamos, liderados por Edward Teller, o usaram para realizar cálculos complexos de reação termonuclear — um marco que ajudou a definir a Guerra Fria.
Estrutura técnica e consumo de energia
40 painéis metálicos dispostos em formato de “U”, com 2,4 metros de altura cada.
Consumo de energia: 150 a 174 kW — o suficiente para abastecer um bairro inteiro na Filadélfia dos anos 1940.
O calor gerado era tão intenso que, segundo relatos da época, as válvulas queimavam a cada 7 minutos em média.
A sala precisava de ventilação industrial constante — e mesmo assim, os engenheiros batiam nos painéis para “acordar” as válvulas emperradas (sim, era uma técnica real!).
Custo e tempo de desenvolvimento
Início do projeto: 1943
Conclusão: 1945
Custo total: US$ 487.000 (equivalente a mais de US$ 7,5 milhões hoje, ajustado pela inflação)
Financiado pelo Ordnance Department do Exército dos EUA
Desenvolvido em segredo absoluto: durante anos, o ENIAC foi classificado como informação militar
Apesar do custo, o retorno foi imediato. Cálculos que levavam 40 horas com calculadoras manuais eram feitos em 30 segundos. Isso não era só eficiência — era superpoder.
Aplicações e impacto científico
Embora projetado para balística, o ENIAC rapidamente provou seu valor em outras áreas:
Meteorologia: ajudou nos primeiros modelos de previsão do tempo (1949)
Física nuclear: simulou reações termonucleares para a bomba H
Engenharia aeroespacial: calculou perfis aerodinâmicos de foguetes
Estatística: processou grandes conjuntos de dados para o Censo dos EUA
Criptografia: testado (embora com limitações) em quebra de códigos
Mais do que uma máquina, o ENIAC foi o primeiro laboratório digital — onde a ciência começou a se tornar computacional.
Características principais do ENIAC
Ano de criação: 1946 (operacional desde dezembro de 1945)
Desenvolvedores: John Presper Eckert e John Mauchly
Peso: ~30 toneladas
Componentes: 17.468 válvulas, 70.000 resistores, 6.000 interruptores, 10.000 capacitores
Consumo de energia: 150–174 kW
Área ocupada: 167 m² (15 m x 9 m)
Velocidade: 5.000 operações por segundo
Programação: manual, via cabos e chaves
Uso inicial: cálculos balísticos para o Exército dos EUA
Legado: precursor direto dos computadores programáveis modernos
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Como se Programava o ENIAC? (Spoiler: Sem Teclado, Sem Código, Só Cabos!)
Esqueça tudo o que você sabe sobre programação. No ENIAC, não existia linguagem de programação, compilador ou interface. Programar era um ato físico, quase artesanal.
Para executar um novo cálculo — digamos, simular a trajetória de um projétil — os operadores precisavam:
Traçar o fluxo lógico do programa no papel, com diagramas de blocos;
Conectar cabos entre os painéis corretos (como em uma central telefônica antiga);
Ajustar centenas de interruptores para definir constantes e operações;
Testar manualmente cada etapa, muitas vezes com multímetros.
O processo podia levar de um dia a uma semana inteira. E se houvesse um erro lógico? Tudo precisava ser reconfigurado do zero.
O papel esquecido das mulheres pioneiras
Aqui entra uma das mais belas — e injustamente ignoradas — histórias da tecnologia:
Seis mulheres matemáticas foram recrutadas para operar o ENIAC: Kay McNulty, Betty Jennings, Betty Snyder, Marlyn Meltzer, Frances Bilas e Ruth Lichterman. Elas não apenas executavam os cálculos, mas desenvolviam os algoritmos, otimizavam o fluxo de dados e ensinavam os próprios engenheiros a entender o comportamento da máquina.
Kay McNulty, por exemplo, veio da Irlanda e se formou em matemática em 1942 — raro para mulheres na época. Betty Jennings (depois Jean Bartik) tornou-se defensora da história das mulheres na computação até sua morte em 2011. Betty Snyder (Holberton) ajudou a criar os primeiros padrões de interface homem-máquina e influenciou o desenvolvimento do COBOL, uma das primeiras linguagens de programação de alto nível.
Elas criaram conceitos que hoje são básicos: sub-rotinas, depuração (debugging) e paralelismo. No entanto, por décadas, foram tratadas como “operadoras” — não como as primeiras programadoras do mundo. Só nos anos 1980 seu legado começou a ser reconhecido. Hoje, são celebradas como heroínas da ciência da computação.
O ENIAC Tinha Sistema Operacional?
Não. O ENIAC não tinha sistema operacional — nem sequer o conceito existia na época.
Um sistema operacional moderno — como Windows, macOS ou Linux — gerencia recursos (memória, processador, disco), executa múltiplas tarefas e oferece uma interface ao usuário. Nada disso existia em 1946.
No ENIAC, tudo era controle direto de hardware. Cada programa era a máquina. Não havia:
Gerenciamento de memória
Escalonamento de tarefas
Interface gráfica ou de linha de comando
Armazenamento persistente de software
Foi só com o EDVAC (Electronic Discrete Variable Automatic Computer), projeto seguinte de Mauchly e Eckert (com contribuições essenciais de John von Neumann), que surgiu a ideia revolucionária de armazenar instruções na memória junto com os dados — a chamada arquitetura de von Neumann, que ainda hoje define como todos os computadores funcionam.
O ENIAC, portanto, representa a transição final entre máquinas mecânicas e a era digital moderna.
Aplicações Científicas e Legado
Embora criado para fins militares, o ENIAC rapidamente provou seu valor em ciência pura. Após a guerra, foi transferido para o Laboratório de Pesquisa Balística do Exército, onde foi usado para:
Simulações nucleares no contexto do Projeto Manhattan e da corrida armamentista;
Cálculos de hidrodinâmica para projetos de aeronaves e submarinos;
Modelagem climática — em 1950, o ENIAC realizou a primeira previsão do tempo por computador da história, usando dados da atmosfera norte-americana;
Análises estatísticas complexas em economia e engenharia.
Da bomba atômica à previsão do tempo
Esses projetos mostraram algo crucial: computadores não eram apenas ferramentas de guerra, mas instrumentos de descoberta científica.
O legado do ENIAC é imensurável. Ele:
Validou a computação eletrônica como viável e escalável;
Inspirou universidades e empresas a investir em pesquisa computacional;
Levou diretamente ao UNIVAC I (1951), o primeiro computador comercial dos EUA, usado até pelo Censo Americano;
Estabeleceu a carreira de cientista da computação como disciplina acadêmica.
Sem o ENIAC, talvez a corrida espacial dos anos 1960 tivesse sido impossível — afinal, os cálculos orbitais exigiam poder computacional que só máquinas eletrônicas podiam oferecer.
A Batalha das Patentes e o Legado Jurídico
Menos conhecida, mas igualmente importante, é a disputa judicial que envolveu o ENIAC. Em 1964, a Sperry Rand Corporation (que havia comprado a empresa de Mauchly e Eckert) processou a Honeywell, alegando violação de patente do ENIAC.
Mas em 1973, o juiz Earl R. Larson emitiu uma decisão histórica: anulou a patente do ENIAC, alegando que Mauchly havia se baseado em ideias de John Atanasoff, criador do ABC (Atanasoff-Berry Computer), uma máquina experimental de 1939–1942.
O julgamento reconheceu que o ABC foi o primeiro computador eletrônico digital, embora não fosse de uso geral. Esse caso redefiniu a história da computação e mostrou que a inovação é coletiva, raramente fruto de um único “gênio isolado”.
História do computador ENIAC
O ENIAC nasceu da frustração. Durante a Segunda Guerra, os militares americanos dependiam de “computadoras humanas” — equipes de matemáticos (muitas delas mulheres) que calculavam trajetórias com régua de cálculo e tabelas impressas. Um único tiro de artilharia podia levar 20 horas para ser modelado.
John Mauchly, um físico visionário, propôs uma solução radical: automatizar os cálculos com eletrônica. Juntou-se a Eckert, um engenheiro brilhante, e convenceu o Exército a investir.
O resultado foi uma máquina que não usava relés mecânicos, mas válvulas de vácuo — mais rápidas, embora menos confiáveis. O risco era enorme. Muitos especialistas achavam que 17.468 válvulas nunca funcionariam juntas. Mas funcionaram.
E, contra todas as expectativas, o ENIAC nunca foi usado na Segunda Guerra — a guerra acabou antes de sua conclusão. Mas seu impacto foi ainda maior: ele definiu o modelo para a computação do século XX.
Fatos importantes da história
Desenvolvimento: 1943–1945
Patrocinador: Exército dos EUA (Ballistic Research Laboratory)
Criadores: Mauchly e Eckert
Peso: 27–30 toneladas
Válvulas: 17.468 (número oficial do Exército dos EUA)
Velocidade: 5.000 adições/s ou 357 multiplicações/s
Primeira demonstração pública: 15 de fevereiro de 1946, Filadélfia
Legado direto: inspirou o EDVAC (com memória programável) e o UNIVAC I (primeiro computador comercial)
Patente: anos depois, foi contestada — e finalmente anulada em 1973, reconhecendo a influência do Atanasoff-Berry Computer (ABC), criado em 1939
Sim: o ENIAC não foi o primeiro computador eletrônico da história — mas foi o primeiro de uso geral, totalmente eletrônico e funcional. E isso faz toda a diferença.
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Em que ano o ENIAC se tornou operacional?
O ENIAC foi ativado pela primeira vez em 2 de dezembro de 1945 — antes mesmo do anúncio público. Seu primeiro teste real? Calcular a viabilidade da bomba de hidrogênio para o físico Edward Teller. O resultado: sim, era possível. A era nuclear ganhou um novo acelerador.
Pontos marcantes
Data de operação: 2 de dezembro de 1945
Local: Moore School of Electrical Engineering, Universidade da Pensilvânia
Objetivo inicial: cálculos balísticos
Usos posteriores: física, meteorologia, estatística, engenharia
Legado: provou que computadores eletrônicos eram viáveis — e necessários
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Por Que o ENIAC Foi Desligado em 1955?
Em 2 de outubro de 1955, após quase 10 anos de operação, o ENIAC foi desligado pela última vez. O motivo? Obsolescência acelerada.
A tecnologia evoluiu tão rápido que, em menos de uma década, o ENIAC já era um dinossauro:
Novos computadores (como o IBM 701 e o UNIVAC) eram menores, mais rápidos e mais baratos;
Usavam memória de tambor magnético ou de núcleos magnéticos, permitindo armazenamento de programas;
Já contavam com linguagens de montagem e até primeiras linguagens de alto nível;
Não exigiam reprogramação física — bastava carregar um novo código.
Além disso, o ENIAC era caro e instável. Com 17 mil válvulas, ele sofria falhas diárias. Estima-se que uma válvula queimava a cada 2 dias, exigindo equipes de técnicos em plantão constante.
Seu desligamento não foi um fracasso — foi um testemunho de sucesso. Ele provou que computadores eletrônicos funcionavam. Agora, era hora de evoluir.
Motivos da desativação do ENIAC
Obsolescência tecnológica
Tamanho e consumo energético excessivos
Reprogramação manual e lenta
Manutenção cara e constante
Surgimento de máquinas com memória e linguagens de programação
O papel esquecido das seis mulheres pioneiras
Aqui está a parte mais injustiçada da história.
Enquanto Mauchly e Eckert recebiam os holofotes, seis mulheres — Kay McNulty, Betty Jennings, Betty Snyder, Marlyn Meltzer, Fran Bilas e Ruth Lichterman — eram as verdadeiras arquitetas da programação do ENIAC.
Contratadas originalmente como “computadoras humanas”, elas foram as primeiras a entender a lógica da máquina, a criar fluxos algorítmicos e a debugar falhas físicas com precisão cirúrgica. Elas inventaram a programação antes que o termo existisse.
Mas em fotos oficiais, conferências e patentes, seus nomes foram apagados. Só nas últimas duas décadas a história começou a corrigir essa injustiça. Hoje, elas são celebradas como as primeiras programadoras do mundo.
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Mito vs. Realidade: ENIAC Foi Mesmo o “Primeiro Computador?
A resposta depende da definição:
Primeira máquina de calcular automática? → Máquina Analítica de Charles Babbage (1837, nunca construída).
Primeiro computador funcional? → Z3 de Konrad Zuse (1941, Alemanha, eletromecânico).
Primeiro computador eletrônico? → Colossus (1943, Reino Unido, mas de propósito único).
Primeiro computador eletrônico de uso geral? → ENIAC (1946, EUA).
Portanto, o ENIAC merece o título de “primeiro computador moderno” — pois combinou eletrônica, reprogramabilidade e capacidade de resolver problemas gerais.
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Curiosidades Raras Sobre o ENIAC
A primeira demonstração pública ocorreu em 15 de fevereiro de 1946, em Filadélfia, e foi um espetáculo midiático — jornais chamaram o ENIAC de “cérebro gigante”.
A máquina gerava tanto calor que o ambiente precisava de refrigeração industrial — e ainda assim, operadores reclamavam do calor.
O ENIAC calculou a viabilidade da bomba de hidrogênio em 1952, ajudando a moldar a política nuclear da Guerra Fria.
Partes do ENIAC ainda existem: estão expostas no Museu do Exército dos EUA e na Universidade da Pensilvânia.
O custo total foi de US$ 487.000 em 1946 — equivalente a mais de US$ 7 milhões hoje.
Nunca foi usado na Segunda Guerra, mas simulou 100 trajetórias de mísseis V-2 em apenas 2 horas — algo que levaria humanos três semanas.
FAQ
1. Por que o ENIAC é considerado o primeiro computador eletrônico de uso geral?
Porque podia executar qualquer tipo de cálculo numérico sem ser reconstruído fisicamente — ao contrário de máquinas especializadas como o Colossus (britânico) ou o ABC (americano).
2. Quem foram os criadores do ENIAC?
Os engenheiros John W. Mauchly e J. Presper Eckert, da Universidade da Pensilvânia, com apoio do Exército dos EUA.
3. O ENIAC tinha memória?
Não no sentido moderno. Usava 20 acumuladores para armazenar números, mas não armazenava instruções — cada programa era configurado fisicamente.
4. Por que o ENIAC não tinha sistema operacional?
Porque o conceito de software separado do hardware ainda não existia. Tudo era integrado à máquina.
5. Onde está o ENIAC hoje?
Partes originais estão no U.S. Army Museum (Fort Belvoir, Virgínia) e na Moore School, na Universidade da Pensilvânia.
6. O ENIAC foi usado na Segunda Guerra Mundial?
Não diretamente. Ficou pronto em dezembro de 1945, após o fim da guerra, mas foi usado posteriormente em projetos militares da Guerra Fria.
Conclusão
O ENIAC não foi o primeiro computador da história — mas foi o primeiro que funcionou de verdade como um computador moderno: eletrônico, reprogramável e de uso geral.
Mais do que uma máquina, foi um ato de fé na razão humana. Um gigante de válvulas que, com seu calor, seu ruído e sua fragilidade, acendeu a centelha da era digital.
Hoje, seu legado vive em cada smartphone, em cada algoritmo de IA, em cada linha de código. Porque tudo isso — toda a computação moderna — começou em uma sala do tamanho de um ginásio, com seis mulheres conectando cabos e sonhando com o futuro.
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Bibliografia (ABNT)
CERuzzi, Paul E. A History of Modern Computing. MIT Press, 2003.
Mauchly, John W.; Eckert, J. Presper. The ENIAC: First General-Purpose Electronic Computer. University of Pennsylvania, 1946.
BRENNER, Michael. ENIAC: The Triumphs and Tragedies of the World's First Computer. McGraw-Hill, 1996.
MAUCHLY, John W.; ECKERT, J. Presper. The ENIAC: First General-Purpose Electronic Computer. University of Pennsylvania, 1946. Disponível em: https://www.scribd.com/document/426239435/Eniac. Acesso em: 21 ago. 2025.
Autor: Aldemir Pedro de Melo
Publicação: 1º de julho de 2025 – 10h00
Blog oficial: bravixcom.digital






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